Tuesday, 6 July 2010
falta e excesso
Ela tinha uns dentes enormes, não cabiam na sua boca (sempre escancarada, tentando engolir a vida). Era o tempo todo ela na vida e a vida nela. Um não-território, sem fronteiras, ficava quase impossível respirar. Era muita matéria e não-matéria, era o tempo todo o universo todo dentro e fora e dentro. E assim, ela-cadeira, ela-filho, ela-célula, ela-céu, ela-seio, ela-geladeira, ela-o outro, ela-potíticas socias, ela-corrupção, ela-infinito, ela-fim, ela-buraco negro, ela-ela, era ela e tudo ao mesmo tempo. Sem fim e sem começo, ela ficava do tamanho do mundo, e sumia engolida pela parte que desconhecemos de tudo.
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Estava sentindo falta de seus textos. Você nunca é em excesso...rsrsr...
ReplyDeleteanonimo! vc tb tava sumido.
ReplyDeletequando vai deixar de ser anonimo, sim?
vou parar de pedir entao, nao?
Eu gosto.
ReplyDeleteEu também gosto. Dos seus textos e pra onde me levam suas idéias.
ReplyDeleteAcho que todos convivem diariamente com a falta e o excesso de si mesmo. A falta e o excesso. Seria a falta um excesso? Seria o excesso uma falta? Tem como delimitar o que é o que?