tinha uma perna curta, a outra era longa. Ou tinha uma das pernas longa demais?
toda vez que comprava uma calça tinha que levar no alfaiate. Os sapatos, depois de anos de tropeções e tombos, agora levavam sempre um salto para compensar a diferença. Mesmo assim andava meio torta.
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ela via as coisas em diferentes planos...!
ReplyDeletevia sim ticiana! mas me parece que o que ela nao entende até hoje é como ela, sendo quem é, pode desejar tanto a uniformidade? ou seria constancia o desejado? ou seria conforto? ou seria um desejo de transitar sempre pela normalidade o que ela tinha de mais forte?
ReplyDeleteseria...?gostei do anonymous... besitos
ReplyDeleteeu tambem tenho gostado dele. mas imagino que sejam muitos esses anonymous. num outro post ele era a minha irma :) ja nesse nao é ela..
ReplyDeleteé, anonymous, acho que todos nos queremos- em algum momento, o conforto de reconhecer quem somos. e esse reconhecimento de si mesmo, acho eu, vem (as vezes) de uma constancia, quase que um linha uniforme que junte os pontos. essa coisa de indentidade fragmentada cansa! mas tambem é delicioso ser ponto fora da curva. e assim é a vida, uma coletania de associacoes, de colagem de fragmentos, de referencias e um buraco. o buraco é essencial :) ou nao?
ninguem quer ser linha uniforme que junte os pontos! mas com certeza o buraco é essencial. o que falta. o que nao é. o que nao sabemos.
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